O abecedário sobre a Suécia começa pelo ABBA. Não dava nem para pensar em outra letra A. Talvez os suecos mais famosos do planeta. A marca pelo menos, porque imagino que a maioria não saiba o nome dos quatro membros da banda. Talvez pelo estilo musical, a época, ou simplesmente porque eu não gostava deles, ficava imaginando a relação que os suecos teriam em relação ao ABBA. E é das melhores possíveis. Não que seja todo mundo fã ou tenha coleção de discos em casa. Mas eles geralmente dão valor aos locais que atingem sucesso internacional. E pra eles, é mais ou menos como o "Brasil? Pelé, Ronaldinho...". "Suécia? Abba!". Para os artistas locais, foi também quem abriu as portas para o mercado externo. Mesmo quem não tem nada a ver com eles, como Cardigans ou Hellacopters, deve um pouco (ou muito) aos pioneiros. O Abba também é o grande nome surgido entre os vencedores do Eurovision, e grande responsável por essa febre sueca de festivais de música. Ano que vem a Suécia vai ganhar o primeiro Museu ABBA, já com previsão de meio milhão de visitantes por ano. Por aqui é que eu fui descobrir que os dois sujeitos é que eram os talentosos da turma. Os dois vivem produzindo musicais e lucrando com os direitos autorais. Um deles, Benny Andersson, é também um dos donos de um dos bares mais bacanas de Estocolmo, o Café Rival, um antigo hotel e cinema dos anos 30. (http://www.rival.se/). O outro sujeito, Björn Ulvaeus, vive no noticiário daqui por conta da sua declaração do imposto de renda. Ele anda devendo uns 35 milhões de reais por transferir seus lucros para paraísos fiscais tentando escapar da Receita sueca. Das moças da banda, Frida (Anni-Frid Lyngstad), a morena, se desligou totalmente da música, passou por algumas tragédias pessoais e vive atualmente na Suíça. A outra, Agnetha Fältskog, sofreu alguns anos com um maluco holandês que a perseguia, lançou um álbum elogiado há três anos e, dizem, tem outro a caminho. Também andou participando do musical "Mamma Mia" por aqui.
quinta-feira, 15 de março de 2007
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